Segunda-feira, dia 21 de julho, Bandeira de Mello esteve de volta ao BNDES, onde trabalhou por mais de 30 anos, para comemorar os 71 anos da AFBNDES (Associação dos Funcionários do BNDES), onde teve a oportunidade de discursar:
“Estou no meu primeiro mandato como deputado federal e, logo na primeira semana, já percebi o tamanho da responsabilidade de alocar uma parcela significativa do orçamento da União por meio das emendas parlamentares: um volume que chega a 50 bilhões por ano. Sabemos que esse instrumento pode ser muito útil, mas também pode ser mal utilizado, com fins meramente eleitorais ou até de forma espúria.
Foi então que, conversando com meu chefe de gabinete, Oswaldo, meu parceiro desde o BNDES e nos desafios do Flamengo, decidi que precisava de um instrumento técnico, baseado em evidências, para orientar de forma eficiente e responsável a alocação das emendas.
Destinei uma emenda ao MDIC para viabilizar um estudo que está sendo desenvolvido pelo IPEA e que, quando finalizado, será público e poderá ajudar todos os parlamentares a tomarem melhores decisões.
Essa ideia veio da minha experiência no BNDES, especialmente na área social, onde aprendi que, ao avaliar um financiamento não reembolsável, o que importa é o retorno social, a sustentabilidade do investimento, o impacto real nas políticas públicas. É isso que estou tentando aplicar agora no Congresso: usar critérios objetivos e técnicos para garantir que as emendas cumpram seu verdadeiro papel.
Essa é a contribuição que levo do BNDES para o Parlamento. E aproveito para parabenizar a Associação pelos 71 anos. Contem sempre comigo!”, declarou Bandeira de Mello.
