Considerar os espaços aquáticos como motores de inovação e crescimento para um desenvolvimento económico sustentável e rentável é o eixo da chamada economia azul.
A economia azul visa promover um novo sistema econômico longe do conceito de usar e jogar fora continuamente os recursos que a natureza nos oferece. É, portanto, o principal motor para a recuperação dos ecossistemas e para a sensibilização sobre a importância dos recursos dos oceanos e costas para além da pesca e do turismo.
O conceito teve sua origem no economista belga Gunter Pauli, que escreveu pela primeira vez sobre essa ideia em 1994, em seu livro intitulado The Blue Economy, para incentivar um modelo econômico que tivesse o respeito ao meio ambiente em seu centro.
Na prática é muito simples: “Economia azul significa gerar emprego, renda e desenvolvimento a partir do mar… sem destruir.
O Brasil tem mais de 7 mil km de litoral e um potencial gigantesco, ainda pouco explorado. Pesca sustentável, turismo, energia eólica no mar, inovação… tudo isso já é realidade e pode crescer muito mais.
Desenvolvimento sustentável não é custo. É competitividade. Mas precisa de planejamento, regras claras e investimento. O futuro também passa pelo mar. E o Brasil não pode ficar para trás”, afirma Bandeira de Mello.
