Bandeira de Mello e a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados debateram essa semana, em uma Audiência Pública realizada em Brasília, o papel estratégico do setor de seguros diante dos impactos das mudanças climáticas.

“Os números que enfrentamos são alarmantes: só em 2024, os desastres naturais causaram perdas de US$ 368 bilhões em todo o mundo, e apenas 40% desse valor estava segurado. No Brasil, os incêndios florestais atingiram 15,4 milhões de pessoas, principalmente na Amazônia, e as fortes chuvas no Rio Grande do Sul resultaram em R$ 100 bilhões em prejuízos.

Defendi que o setor de seguros não pode ser visto apenas como reparador de danos, mas como um verdadeiro aliado na prevenção e na adaptação climática. É preciso avançar em soluções concretas, como a criação de seguros específicos para desastres naturais, a precificação que leve em conta riscos ambientais e o incentivo a empresas que adotem práticas de mitigação, como planos de redução de carbono. Também precisamos de mais integração entre governo e seguradoras, com fundos de resiliência climática, linhas de crédito sustentáveis e a ampliação dos seguros rurais para proteger agricultores em regiões vulneráveis.

Outro ponto essencial é investir em infraestrutura resiliente: obras de drenagem, contenção de encostas e saneamento básico, além de um planejamento urbano mais atento aos mapas de risco. A tecnologia também é uma grande aliada, com o uso de inteligência artificial e satélites para prever eventos extremos e desenvolver sistemas de alerta precoce. Mas nada disso terá efeito sem educação e conscientização, com campanhas de prevenção, treinamentos em comunidades de risco e programas escolares que formem uma nova geração mais consciente da importância de proteger o meio ambiente”, declarou Bandeira de Mello.

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